sábado, 12 de maio de 2007

Pod Cast Usabilidade

Pod Cast sobre conceitos de usabilidade, testes de usabilidade e o dia da usabilidade, escute em:

http://www.podcast1.com.br/blog.php?codigo_canal=2114

sexta-feira, 27 de abril de 2007

Palestra online sobre Usabilidade

Para quem não pôde assistir no ano passado, a Ilearn está promovendo seu novo ciclo de palestras gratuitas online dias 18 e 21 de janeiro, com vídeoconferência e tudo. Falarei sobre a importância da Usabilidade e o Prof. Bechara falará sobre webstandards, dois assuntos quentíssimos. Como as palestras não serão gravadas e o número de vagas é limitada, corra e se inscreva já. Mesm quem não estiver interessado no assunto, vale à pena só pra ver a ferramenta que eles desenvolveram em Flash para conferências online. No Brasil, funciona melhor que o Breeze da Macromedia, pode acreditar.
Quem quiser dar uma espiada nos slides, ainda tenho que fazer algumas alterações, mas o da palestra anterior está disponível nessa
nova seção do site.

Mensagens de erro em Javascript

O leitor Leonardo Cidral me mandou um email perguntando se era melhor exibir os erros decorrentes da validação de um formulário no próprio corpo da página ou em caixas de alerta do Javascript. Na maioria dos casos, é melhor a primeira alternativa, mas nada impede que se tenha as duas, caso o erro seja muito grave (num contexto de aplicação, claro).
Janelinhas de Javascript não são acessíveis para quem anda com o Javascript desligado ou abre a página num dispositivo móvel. Depois os usuários tem o costume de não ler essas janelinhas e simplesmente clicar sim em todos os diálogos desse tipo. Uma vez fechada a janela, o usuário não tem como abrí-la de novo.
A solução mais comum e eficiente é uma mensagem grande de que faltou alguma informação no formulário no topo da página (incluindo um ícone triangular amarelo com um ponto exclamação) e ao lado dos campos que possuem erros explicar o que está errado.

Autor
Frederick van Amstel - Quem? / Contato - 26/12/2004
Palavras-chave
diálogo alerta erros erro mensagem mar
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function disableForm(theform) {
if (document.all document.getElementById) {
for (i = 0; i
Email:
Fazer login sem registrar-se é um crime
Teclando perigosamente
Digitar planilhas na Web pode enlouquecer

Comentários
Diego Pires 26/12 às 16:01
Muito boa essa sugestão da mensagem no topo da página. Vou pensar em alguma forma de implementar isso de uma boa forma nos meus sistemas. Alguma sugestão?
Mateus Damião 26/12 às 19:23
Olá
Visito o Usabilidoido diariamente, tem sido de grande ajuda para mim, no sentido de construção de um conceito de internet mais objetivo, usável e focado no usuário.
Quanto ao artigo muito interessante isso, ótima dica.
Sempre pensei que as "berrantes" caixas de alerta fossem a melhor solução.
Acredito que acontece o mesmo que acontece no efeito "cegeuira de banner", e por isso, não seria a melhor solução.
Talvez o uso de alguma técnica como por exemplo um script que gera logo acima ou ao lado o alerta, no caso de uma validação de formulário.
T+ ;)
CARLÃO 29/06 às 10:53
Gostaria de ajuda, pois não consigo acessar algumas imagens e e-mails.A titulo de exemplo, vejam a mensagem que aparece quando tento acessar um e-mail.
javascript:readmsg(2,false)
Guilherme Gonçalves Brito 20/04 às 10:03
Existe algum documento que descreva os padrões de usabilidade para internet??? onde posso Encontrá-lo???Desde já muito Obrigado!!!
Guilherme Gonçalves Brito
Frederick van Amstel 20/04 às 11:12
Existe o Padrão E-Poupatempo do Governo de São Paulo:
http://www.cqgp.sp.gov.br/downloads/LTS008-RT-010V2.PDF
E também algumas bibliotecas de padrões de interação em inglês:
http://www.visi.com/~snowfall/InteractionPatterns.html

Cadastros são barreiras desnecessárias

Não gosto de preencher cadastros, mas sou obrigado a fazer isso quase que semanalmente para experimentar novos serviços gratuitos e pagos na Web. Antigamente costumava preencher cadastros falsos, mas a piada logo perdeu a graça.
Não tenho dados estatísticos, mas acredito que a maioria das pessoas odeie preencher cadastros e só a minoria efetivamente os preenche. Fiz uma divertida enquete em áudio com meus colegas da faculdade de Comunicação Social da UFPR sobre o assunto:
Cadastros são legais? [MP3] 3'88"
Note como na enquete, com exceção do Jackson Sardá (o cara
ingênuo da foto), todos tem uma imagem negativa dos cadastros. Porquê disso?

Em primeiro lugar, ao navegar na Web, o usuário está interagindo pelo mouse. Trocar para o teclado exige um certo custo, mais ainda se o usuário não conhecer a tecla Tab que navega entre as caixas de entrada de texto e tiver que ficar alternando mouse-teclado-mouse-teclado. Isso é muito cansativo.
Em segundo, formulários no mundo real estão associados a coisas chatas da vida, tais como prova final, pagamento de contas, imposto de renda, hospitais e etc.
Em terceiro, boa parte dos formulários na Web aproveitam a oportunidade para extorquir do usuário dados que não seriam necessários para a prestação do serviço. Os profissionais de marketing não entendem que cadastro não é feito para mineração de dados (data-mining), mas sim para permitir que o usuário obtenha o serviço.
Em quarto, a esmagadora maioria dos formulários tem problemas de usabilidade e design, inclusive nos de papel. Os mais pedantes são a exigência de um formato fixo para a entrada de dados (ex: "digite seu CPF sem pontos ou traços") e as mensagens de erro que não ajudam a resolver problemas.
Note no exemplo abaixo como a instrução é confusa para usuários leigos -- poucos sabem o que são "caracteres especiais". A mensagem de ajuda lá de baixo instrui o usuário a clicar num botão "cadastrar senha" para recuperá-la. Talvez não fosse necessário tal número de telefone caso houvesse um botão "alterar senha".
Ainda existem outros fatores, mas não vou citá-los senão ninguém mais vai querer fazer cadastros na Web. Não digo que eles devem se extintos, até porque em certos momentos o benefício que um cadastro traz ao usuário compensa o esforço, mas ressalto que deve haver um bom motivo para cada dado exigido.
Estávamos discutindo na
Ilearn sobre o tamanho do cadastro necessário para assistir as palestras online que estou ministrando. A Sonia me perguntou quais dados eu achava essencial pedir. Respondi que só deveriam ser pedidos os dados que o usuário pudesse visualizar o benefício de fornecê-lo.
Ao contrário do que o
Irapuan julgou, as palestras que a Ilearn promove não visam angariar dados pessoais. Pedimos os dados primeiro por uma questão de responsabilidade (para que as vagas não sejam ocupadas por um engraçadinho que não apareça) e segundo para planejar cursos presenciais, por exemplo. Concordo plenamente que isso não está claro no cadastro e que alguns dados nem precisariam ser pedidos, mas já estamos trabalhando para mudar isso.
O CPF, por exemplo, já não será mais cobrado daquela forma. Durante a discussão, fiz uma inusitada analogia sobre o efeito subjetivo da sequência do formulário atual:
Você disse que o pessoal não está preenchendo com dados errados. Talvez isso fosse diferente se o formulário de inscrição não pedisse o CPF logo de cara. Do jeito que está ele invoca seriedade, funciona semelhante a um leão de chácara que pede a identidade na entrada de uma boate pra ver se é de maior. Se esse CPF fosse apenas um dos campos no formulário completo, esse efeito seria amenizado.
Prevejo que no futuro uma empresa surgirá com uma solução de cadastro único, tal como o
.NET Passport da Microsoft, mas que só trabalhe com isso. Assim, ela pod fazer acordos com outras empresas para trazer comodidade aos seus clientes, que não precisariam preencher novos cadastros. Bastaria um login e senha universal e o usuário estaria dentro do orkut, G-a-z-z-a-g, Gmail, palestras da Ilearn e o que for.
[ Nota] Se alguém ficar rico com essa idéia, por favor, me mande uma caixa de bombons =)
Autor
Frederick van Amstel -
Quem? / Contato - 13/04/2005
Palavras-chave
formulário registro cadastro cadastrar registrar dados informações data-mining boti
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function disableForm(theform) {
if (document.all document.getElementById) {
for (i = 0; i
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Fazer login sem registrar-se é um crime
Cadastro no Concurso Trama Universitário
Designers são heróis e programadores são vilões?

Comentários
Antonio Santos 14/04 às 13:09
Acho que nenhuma empresa (a não ser medalhões como a própria Microsoft) via apostar nisso por enquanto. A grande maioria dos programinhas como Gator e barras de Alexa ou Google que prometem preencher algum dado do usuário em formulários dão a impressão de maior insegurnaça. O Gator é conhecido spyware e este favor de preencher pra vc vem em troca de espionar sua navegação e estatísticas de sua vida de cobaia nos labirintos da web.Minha impressão é que isto gerou um efeito contrário, isto é, um lugar onde seus dados fiquem armazenados dá mais insegurança ao usuário. Quem está armazenando merece minha confiança?Há outro problema (o de sempre): padrões. Os campos deveriam ser padronizados e se não consegue isto nem de tantas outras coisas mais simples...
Fred 14/04 às 13:23
Concordo Antonio, o desafio maior vai ser justamente inspirar confiança. As ferramentas atuais não são convincentes, mas acredito que seja possível conseguir uma solução que inspire confiança.
Essa empresa iria estabelecer padrões de cadastro e quem quisesse aderir ao sistema, teria que aderir aos padrões. Claro que para fazer isso, ela dependeria de muita negociação. Por isso que disse que essa empresa deveria ser independente e trabalhar somente com isso.
Agora que a gente está discutindo, lembrei de uma funcionalidade que possui o Gerenciador de Conteúdo Drupal. Se você possui uma conta em pelo menos um site que use o sistema, você pode fazer o login em qualquer outro desse jeito: seu_login@dominio. Onde dominio é o endereço do site drupal onde você já tinha cadastro. Um site consulta o outro, não sei como.

Canalize a raiva do usuário

Alguns dias atrás, me peguei numa daquelas situações tão comuns aos usuário de PC: dando socos na escrivaninha porque tava demorando demais pra fazer uma tarefa corriqueira e eu estava apressadíssimo pra sair. Como tenho uma boa noção do funcionamento do hardware e software, raramente fico nervoso com ele, mas naquele momento, não quis nem pensar na causa da lentidão anormal. Não havia tempo para arrumar nada, tinha que sair ligeiro!
A maioria dos usuários desconhece as razões para os eventuais problemas que ocorrem no uso do computador e, por isso, não economizam suspiros, xingamentos, chacoalhadas no monitor e pontapés na CPU. O pior é que ninguém percebe que estão agindo como se o computador fosse outra pessoa e pudesse entender tais repreensões!
Por que não entrar na onda, então? Vamos dar às nossas interfaces a possibilidade de pelo menos, dar sinais de recebimento da repreensão. Certamente o usuário se sentirá mais satisfeito no dia em que o computador gemer de dor em resposta aos socos, mesmo que isso não resulte em melhor na perfomance. Não, não, desculpe, isso seria ridículo demais. Nas primeiras vezes seria engraçado, mas depois faria os usuários terem mais raiva ainda.

Porém, acredito que a solução paliativa ainda assim pode amenizar a frustração do usuário. É melhor receber a mensagem de que o aplicativo travou e terá de ser fechado do que simplesmente parar de funcionar e logo após fechar.
No Windows XP, parece que a Microsoft finalmente entendeu isso. Ao invés da
tela azul da morte do Windows 98, agora o XP diz ao usuário numa janela elegante que o programa não está mais respondendo. E vai além: oferece a possibilidade de enviar um relatório do erro para a Microsoft, algo como denunciar o "programa infrator".
Eu particularmente nunca usei esse recurso, porque não confio na Microsoft, mas tenho o maior prazer de colaborar com a Mozilla Foundation para corrigir os bugs de seus produtos que uso diariamente: o navegador
Firefox e o leitor de email Thunderbird. Quando trava alguns desses programas, abre uma aplicativo intitulado Quality Assurance Feedback (retorno sobre a qualidade) que permite enviar as informações do erro. Acredito que mesmo os usuários que não conhecem a filosofia open-source sentem menos raiva quando isso acontece porque demonstra o compromisso com a melhoria.
Voltando para nosso mundo Web, como aplicar essa estratégia de tratamento de erro em nossas interfaces? Quais são os momentos em que os usuário mais sentem frustração ao usar uma aplicação Web ou website? Que tipo de emoção sentem? Podemos canalizar um impulso negativo para melhorar a interface?
Cada caso é um caso e precisa ser analisado com calma. A idéia é boa, mas é preciso muito cautela para não piorar ainda mais a situação, que é muito delicada. Lidar com emoções não é pra qualquer um. Em geral, profissionais das exatas não são muito bons nisso; psicólogos e redatores são mais indicados.
Quando tive esse insight fiquei com a maior vontade de aplicá-lo numa interface. Enquanto dava uma
espiada nos logs de busca deste blog, percebi a quantidade de pessoas que procurava por assuntos nada a ver. De alguma forma (pelo Google, imagino), essas pessoas caem no meu blog e procuram por termos como 'juegos del exorcista', 'tutorial php', 'pai rico pai pobre', 'desenho de bonecas' e, principalmente, 'orkut'.
Essas pessoas devem sair do meu site com raiva por terem caído nele. Tentei amenizar a situação para eles e, de quebra, criei um canal de aprimoramento da busca pelos próprios leitores. Muitas das "denúncias" não posso fazer nada a respeito, porque realmente nunca falei sobre o assunto. Porém, é comum receber denúncias de posts que não continham uma determinada palavra-chave relevante. Adiciono no gerenciador de conteúdo e pronto, problema resolvido!


O que acharam da solução? Já tinham visto algo parecido?
[ nota ] Depois de escrever esse post, encontrei uma pesquisa acadêmica séria (ou nem tanto) sobre o fenômeno "computer rage". Os pesquisadores da Universidade de Maryland
entrevistaram muitas pessoas e chegaram a conclusão de que é preciso educar as pessoas para descarregar sua raiva pelo PC de forma segura. Para isso, gravaram uma série de vídeos explicando como demolir seu monitor sem tomar um choque, derreter o mouse sem se queimar e etc. Não sei quem é mais louco: se são os usuários ou se são os pesquisadores... seja quem for, Freud explica.

Design de interação da Olympus D-395

Além da charmosa Benq 1300, eu tenho uma câmera Olympus D-395. A Benq é uma câmera super-fácil de usar, ágil e barata, mas a qualidade das fotos é baixa. A Olympus é complicada, lenta e barata, mas a qualidade das fotos é boa. Qual delas eu prefiro? As duas, ora. A Benq posso levar pra qualquer lugar que não perco muito se for assaltado, enquanto a Olympus só é usada quando saio prevendo que vou tirar fotos.
Quando quero preparar a Olympus para uma foto diferente do padrão automático da câmera, demora tanto tempo que sempre perco o momento decisivo da cena. Já tive experiências com uma
Cybershot e uma Coolpix, mas elas eram ainda piores. Ah, que saudades da minha Pentax analógica... os conjuntos de anéis, alavancas e rodinhas são muito mais práticos pra fazer o ajuste fino do que os menus das câmeras digitais porque cada controle possui:
posição física diferente
modo de interação diferente (girar, apertar, puxar)
maior granulação (mais opções)

Tudo bem, eu sei que era mais difícil entender o modelo conceitual da câmera monoreflexa (combinação da abertura do diafragma, velocidade do obturador, intensidade do flash e foco) do que o modelo conceitual das câmeras digitais (botões, modos e menus), mas se queremos fazer algo além do que elas fazem automaticamente, gastamos tanto tempo ou temos tanta dificuldade que nem vale à pena.
No diagrama abaixo, está representado o layout do lado de trás da minha câmera D-395 e seus menus de configuração.


A minha principal frustração com esse design é a posição da função macro. Alternar entre fotos à distância e fotos próximas (close) é um procedimento frequente numa sessão de fotos de família. Enterrar a função macro a 6 cliques de distância definitivamente não foi uma boa decisão.
Na verdade, todas as opções do menu "CAM" estão enterradas. Só para chegar a esse menu é preciso primeiro clicar no botão "OK" e depois pressionar o botão esquerda para selecionar "Modo Menu". Uma vez dentro do menu, se você usar o botão "OK" para selecionar uma opção, ele sai do menu imediatamente e o processo recomeça. Para escolher as opções do menu se usa as teclas direcionais (direita, baixo, esquerda, cima), mas na hora de confirmar uma seleção, aí sim é preciso usar o botão "OK". O problema com esse botão é que foram atribuídas três funções a ele: "abrir menu", "fechar menu" e "ok". Num contexto, o botão tem uma função, noutro contexto, outra função. Isso confunde.
Ao invés de ficar só na crítica, resolvi verificar se o conhecimento de design de interação adquirido com a experiência em websites e aplicações serviria também para o design de um produto tão diferente do que estou acostumado a trabalhar.


A função macro está no lugar da função de disparo atrasado, já que ela não é muito usada. Não é sempre que temos um suporte adequado para deixar a máquina encostada enquanto corremos para aparecer na foto.
O botão "OK" foi substituído por um botão "Modo" que só faz isso: alterna entre os modos foto, vídeo e configuração, representados por ícones dentro de abas. A função "ok", necessária para confirmar uma seleção, pode ser executada muito bem pela tecla direita.
Mudei alguns ícones e rótulos para maior clareza e reorganizei os menus, agrupando as funções com maior similaridade. Para ter uma usabilidade ótima, seria necessário adicionar mais botões e fazer mudanças físicas no layout da câmera, mas isso teria que ser feito em conjunto com engenheiros. Meu objetivo era propor pequenas mudanças que tivessem grandes resultados.
Para ter certeza de que melhorou, seria necessário montar um protótipo funcional para cada versão (antiga e nova), testar com usuários e comparar os resultados, mas infelizmente não tenho tanto tempo sobrando assim...
Mesmo com os problemas de usabilidade que demonstrei, ainda assim recomendo a
Olympus D-395 para quem ainda não tem uma digital. A sensibilidade à luz e definição de imagem é superior à Cybershot da Sony e custa menos.

Afinal, o que é ícone? Como criar ícones?

A edição de setembro da Revista Webdesign traz uma reportagem completa sobre ícones, contando com a opinião de especialistas no assunto como Ronaldo Gazel, Mauro Pinheiro, Felipe Memória e outros. A reportagem consegue tocar em praticamente todos os principais aspectos a serem considerados na criação de ícones: padronização, ilustração, estética e etc. Abaixo publico a entrevista completa que o jornalista Luis Rocha me propôs durante a elaboração da matéria.

Como podemos definir um ícone?
A palavra ícone vem do grego eikon, que significa imagem, mas em nosso ramo essa palavra é usada para apontar um tipo específico de imagem. Quando falamos em imagem, é importante entender que a imagem é sempre uma representação de um objeto, embora tratemos a imagem do objeto como se fosse o próprio objeto. Posso apontar para a superfície de um tubo de raios catódicos (um monitor) e dizer: “essa aqui é sua pasta de documentos”, embora não haja pasta alguma ali. O objeto a que estou me referindo, em última análise, é uma área física num disco rígido que pode guardar dados. Uma pasta de papel também serve para guardar dados, logo, a imagem da pasta serve como metáfora para facilitar o entendimento do uso da área do disco rígido. O ícone é, portanto, segundo a Semiótica peirciana, uma imagem que tenha alguma relação de semelhança entre a representação e o objeto que, se for convincente, permite que usemos a representação sem tomar conhecimento do objeto.
Existe alguma diferença ou a função dos pictogramas no mundo real e dos ícones no mundo virtual são as mesmas?
Se tomarmos o virtual como o mundo abstrato da mente humana, incluindo, entre outras, o ciberespaço, ícones só existem no plano virtual. Como objetos reais, não passam de um amontoado de rabiscos ou de pontos luminosos num monitor. O ícone é sempre uma abstração, pois funciona como uma representação de um objeto outro que não a própria representação. O virtual e o ícone já existiam muito antes da Internet, portanto, nesse novo meio, continuam tendo a mesma função.
Falando especificamente da função dos ícones em interfaces digitais, você acredita que o seu objetivo esteja mais ligado à memorização de determinadas tarefas ou a estética gráfica?
Os primeiros ícones surgiram como metáforas para facilitar o entendimento do funcionamento dos sistemas, como no exemplo da pasta. A estratégia deu tão certo que as pessoas se lembravam mais da forma do ícone do que do nome do comando que ele representava. Logo, os ícones se tornaram a cara do software, desempenhando papel fundamental na formação de sua própria identidade. Foi a partir daí que o valor estético dos ícones começou a ser explorado em softwares. Por influência da linguagem visual das interfaces de softwares, as primeiras páginas Web incluíam ícones sem ganho funcional, apenas para parecer que a página era mais “interativa”. Esses ícones não tinham a função de facilitar a memorização nem o aprendizado; seu único objetivo era o ganho estético. Com o ingresso massivo de designers na criação de interfaces, o que parecia inconciliável se tornou indissociável. O Design mostrou que valor estético e valor funcional não precisavam competir entre si.
A eficiência dos ícones depende do nível de familiaridade das pessoas com as representações que se pretende passar?
Não necessariamente. Uma imagem pode ser facilmente lembrada mesmo que não faça referência direta a algum objeto que conhecemos previamente, pois nossa mente é capaz de criar inúmeras associações indiretas. É por esse motivo que uma pintura abstrata pode suscitar algum tipo de sentimento ou idéia. A eficiência do ícone está mais ligada à adequação ao contexto. Se uma interface oferece uma série de ícones abstratos que se diferenciam entre si o suficiente e fazem sentido para o contexto da interface, possivelmente, eles serão eficientes. No Brasil, os ícones usados em fornos microondas fazem referências a objetos concretos (figura de peixe para a programação “assar peixe”), enquanto que na Suécia eles são mais abstratos (duas barras paralelas para a programação “descongelar”).
Hoje, já podemos afirmar que a internet possui uma iconografia particular (por exemplo: utilizamos a imagem de uma casa para indicar a página principal de um site)?
A maioria dos ícones que encontramos com freqüência na Web tem suas origens nos softwares de desktop. A imagem da casa para indicar “home” já era usada antes da Web em apresentações multimídia feitas com o Hypercard, o avô do Director. Entretanto, a transposição deve ser feita com cuidado. Será que o usuário já viu este ícone em algum software? Se viu, será que ele entendeu? Se entendeu, será que ele vai entender se eu colocar nessa aplicação Web? Essas perguntas não podem ser respondidas com base no achismo. Melhor testar com usuários reais.
Por outro lado, o avanço da tecnologia permite que o desenvolvimento de um site possua uma série de novas funcionalidades. Por exemplo: o espaço para comentários vem se tornando uma função muito comum (e o símbolo de um balão tem sido o ícone mais utilizado para representá-lo). Diante disso, quais são as principais etapas a serem consideradas na hora de se criar um novo ícone (escolha de cores, tamanho, tipo de traço etc.)? Caso possível, poderia citar um bom exemplo nesta área?
A primeira etapa ao se criar um novo ícone é não criar um novo ícone. Para quê reinventar a roda? Se o ícone para comentários na maioria dos websites similares ao que você está trabalhando é um balão, então é melhor usar um balão também, a não ser que o objetivo seja confundir ou chamar a atenção para o próprio ícone. O contexto onde estará o ícone é que vai dizer qual será sua função principal: embelezar, agilizar, desorientar ou o que for. É preciso, entretanto, ser consistente na função dos ícones. Ícones agilizadores não devem se misturar a ícones embelezadores, do contrário, ambos perdem força. Isso acontece porque os ícones não são percebidos em separado, mas sim fazendo parte de uma série. O usuário entende a função do ícone comparando-o com os ícones e controles próximos. Por esse motivo é tão importante usar uma mesma linguagem visual (bordas, cores, perspectiva, iluminação) e figurada (objetos, atores) entre todos os ícones de uma interface. Na tela de configurações do sistema operacional BeOS R5.0.1, a inconsistência na linguagem utilizada em alguns elementos chama a atenção.
Leia a materia completa:
http://www.usabilidoido.com.br/afinal_o_que_e_icone_como_criar_icones.html

A ergonomia insólita do PC e suas implicações para o design

Para que proporcionemos uma boa experiência para o usuário, é importante levar em conta os fatores ergonômicos no momento em que ela ocorre. Vamos esperar pelo pior porque se as condições forem mais favoráveis, o usuário só tem a ganhar. Uma interface facilitada para usuários com graves problemas não deixa de ser agradável para usuários com fatores mais favoráveis. Os principais fatores, na minha opinião, são:

postura
iluminação
poluição sonora
temperatura ambiente
possíveis problemas de saúde
Tá, todo mundo sofre com esses problemas, mas nem por isso deixam de navegar por um website. Porém, a soma desses fatores tem influência sobre o comportamento do usuário. Diria que é através da sua compreensão, que entendemos porque temos tanta pressa em ler textos no monitor, por exemplo. Veremos os problemas primeiro, depois as consequência deles.
Postura
A quantidade de pessoas com problemas de coluna na sociedade urbana é enorme. Quem é sedentário dificilmente escapa de uma lordose ou lombalgia esporádica. Esse mal afeta até mesmo os mais jovens, principalmente aqueles que trabalham sentados por horas. Nesse perfil se encaixa a maior parte do público da Internet brasileira e, se estamos projetando um website institucional cujo público são parceiros comerciais, pegaremos o usuário no momento em que ele trabalha. E é nesse momento em que a coluna está mais tensa.
Muita gente trabalha sentado em cadeiras baratas, sem o devido projeto anatômico. Algumas até tem as cadeiras boas, mas por costume sentam em postura errada. Outros tem cadeiras boas, mas as mesas são estreitas e não há espaço suficiente para esticar as pernas. O corpo humano não foi feito para ficar horas parado nas mesma posição e quando damos aquela "ajeitada", desviamos a tensão de alguns músculos para outros. Isso é muito bom e importante, mas há ambientes apertados onde se articular é complicado ou até mesmo proibido. Um funcionário numa posição que lhe parece confortável pode parecer desleixado às vistas de supervisores e clientes. Nada mais "estético" do que uma fileira de funcionários todos sentados na postura padrão indicada pelos especialistas: coluna suavemente ereta e com os pés bem apoiados no chão ou num suporte. É ruim, hein?

Pior, pouquíssima gente faz os alongamentos recomendados para amenizar a tensão por conta própria. Algumas grandes empresas estabelecem programas de ginástica laboral, mas isso é só uma porcentagem minúscula do contigente de trabalhadores de escritório.
Já os usuários caseiros, estão numa situação pior ainda. A maioria não investe em mobília anatômica, até porque não usam o computador com tanta frequência que justifique o investimento. Vou contar uma história típica para ilustrar, talvez você já tenha presenciado algumas dessas situações:
Comprado o tão-sonhado computador, agora só falta a escrivaninha. Nesses primeiros dias, dá pra ir usando ele apoiado nas caixas, sentado no chão mesmo. Quando chega a escrivaninha, com gavetas e armarinho embutido mas sem elevação para o monitor, a intenção é que se guarde apenas os objetos referentes à atividade computacional. Porém, conforme vai passando o tempo, ela se torna a mesa de estudo do estudante da casa, a mesa de fechar as contas e até um improvisado apoio para o copo de guaraná e o sanduíche. Em breve, a escrivaninha está entulhada de joysticks, papéis e coisas. Até mover o mouse ficou complicado. Mais: os novos periféricos tem que caber na mesma mesa: impressora, scanner, caixas de som, microfone. E desde que o computador chegou, uma cadeira velha de madeira que estava sobrando é usada como assento.
Insólito não? Mas confesso que já passei por situações como essa. Claro que a mobília inadequada causa desconforto, mas o uso inadequado dela causa ainda mais. Imagine um usuário que costuma anotar senhas em pedaços de papel numa escrivaninha dessas? Imagine outro que sente necessidade de anotar todos os passos para realizar uma determinada tarefa de um software para não esquecer? Isso sem falar no que imprime textos de websites. Pode não acontecer com você, mas saiba que tudo isso é muito comum.

É muito difícil encontrar também boa iluminação para o trabalho no ambiente caseiro. Um problema bem comum são os reflexos eventuais na tela do monitor. A escrivaninha do computador não é um móvel tão pequeno que seja fácil manejá-lo para que esteja livre da luz das janelas e dos demais aposentos. O excesso de iluminação do ambiente faz com que a luz emitida pelo monitor pareça mais fraca ao nosso olho. O contraste é menor e, consequentemente, a legibilidade.
No trabalho, onde fica mais visível a perda de produtividade por esse fator, o cuidado é maior. Porém, iluminação perfeita é um custo a mais para os empregadores e por isso alguns negligenciam usando apenas luzes frias nas salas de trabalho ou em baixa quantidade. A luz fria é barata, mas ruim porque tem o espectro de cores menor que a luz incandescente. Isso a torna incompleta. Na verdade, o ideal é a combinação das duas.
As lâmpadas fluoerescentes quando estão velhas podem apresentar leve tremulação que só pode ser percebida com muita atenção. Mesmo que a frequência das piscadas seja imperceptível, pode causar cansaço ao usuário. Porém, só são trocadas quando queimam de vez ou a duração das piscadas seja tão grande que impeça o trabalho. Experimente ligar e desligar repetidamente a luz de uma sala (não me responsabilizo por lâmpadas queimadas!) e ler um papel ao mesmo tempo. É desconfortável porque a pupila se contrai e distende a cada variação brusca de iluminação.
Esse mesmo fenômeno de tremulação também acontece com os monitores. Os mais modernos passam dos 60 Hz de frequência facilmente, mas os sistemas operacionais indicam essa frequência como padrão por segurança. Nesse número é perceptível à oscilação se deslocamos o foco da visão para logo ao lado do monitor. Se você ainda não verificou se seu monitor aguenta frequências maiores de atualização (refresh-rate), experimente aumentá-la para ver se funciona. Quanto maior a frequência, menor o cansaço dos olhos e maior o conforto. Faça o teste!
Falando em ajuste, monitores diferem muito na sua regulagem de contraste, brilho e matiz (cor). Em casa, se os monitores estão desregulados, ninguém liga; a maioria das pessoas nem percebe. O brilho desregulado pode fazer diferentes tonalidades escuras mesclarem-se. Já contraste fraco torna difícil de distinguir todas as diferenças entre cores. Esses dois podem ser regulados diretamente pelo usuário até um certo ponto, mas a matiz não. Na maioria dos monitores a quantidade de vermelho, verde e amarelo (RGB) só pode ser alterada mexendo nas entranhas do monitor. Pequenos desajustes de matiz não interferem na legibilidade, mas podem garantir que o efeito emocional das cores tencionado pelo designer caia por terra. Embora o olho humano tenha um excelente ajuste de branco, ou seja, percebe as cores de acordo com as que estão em volta, o amarelo não vai ter o mesmo efeito psicológico se for exibido meio alaranjado.
Com o tempo, todos os monitores ficam desregulados, uns mais, outros menos. O designer precisa entender isso. Precisa desapegar do resultado final, projetar para que a combinação de cores seja efetiva mesmo sobre condições adversas. Não espere que os usuários entendam e sigam instruções como essa do site da Fluor Rich Media:

Leia a materia completa em:
http://www.usabilidoido.com.br/a_ergonomia_insolita_do_pc_e_suas_implicacoes_para_o_design.html

Benchmarking

Usabilidade gera o diferencial competitivo para seu negócio.Se o seu site é difícil de usar, o usuário dá um clique de adeus para você e vai para o concorrente.Através dos testes de usabilidade e da análise de especialistas, no seu site e nos concorrentes, é possível identificar onde você ganha ou perde pontos e quais os ajustes necessários para tornar o seu site mais fácil de usar que os sites dos concorrentes.Em que situações o benchmarking é útil:
No início do projeto de um Web site - para descobrir como os concorrentes atuam, que soluções adotaram, quais funcionam e também quais não funcionam, para que você possa evitá-las antes mesmo de começar.
Na reformulação do site ou de uma área do site - para vislumbrar novas oportunidades e diferenciais.
"A força das melhorias de usabilidade é muito grande. E não estamos falando de aumentar o uso do site em poucos pontos percentuais. É normal que as melhorias de usabilidade resultem em 100% ou mais no aumento do número de visitas ou nas vendas." (Jakob Nielsen)

Testes de usabilidade

O teste de usabilidade é uma avaliação feita por especialistas, através da observação e análise do comportamento do usuário enquanto ele navega e interage com o sistema.Podem ser testados: seu site, seu site e os dos concorrentes, intranet, callcenter, protótipos, caixas eletrônicos, celulares e outros sistemas interativos.Testes de usabilidade no site de sua empresa Mercedes Sanchez Usabilidade realiza Testes de Usabilidade com usuários de seu site e apresenta relatórios e vídeos com as eventuais dificuldades de uso e as recomendações para eliminá-las.Os testes são um investimento estratégico para manter sua empresa competitiva.
Mercedes Sanchez Usabilidade ajuda sua empresa a não fazer parte dessas estatísticas:
83% dos usuários tendem a abandonar o site em que estão quando sentem que vai ser difícil encontrar o que estão procurando. (Artur Andersen).
35% dos usuários que têm problemas para realizar uma atividade num site acabam indo para o site do concorrente. (The Triangle TechJournal) Testes de usabilidade na IntranetCorrija as eventuais dificuldades de uso percebidas por seus colaboradores através dos Testes de Usabilidade e aumente a produtividade na sua empresa. Elimine o retrabalho, economize impressos e acelere os processos internos.
Gasto por funcionário, considerando salário e encargos, para que ele execute 16 tarefas básicas na intranet:
Intranet com usabilidade ruim: 3 mil dólares por funcionário, por ano.
Intranet com usabilidade regular: 2 mil dólares por funcionário, por ano.
Intranet com usabilidade boa: 1.500 dólares por funcionário, por ano.
(Fonte: Jakob Nielsen; base do estudo: grandes empresas, com 10 mil usuários de intranet)Testes de usabilidade em protótiposO primeiro rascunho do site, no papel, pode ser testado e ajustado antes que seja desenvolvida uma só linha de código. Também pode ser testado o protótipo em HTML ou ainda no wireframe.Problemas detectados precocemente são corrigidos a um custo muito menor para a imagem da empresa e para o orçamento do projeto.
O custo de uma revisão completa de um site pode ser até 30 vezes maior quando não são feitos testes e análise de usabilidade no início do projeto.
(Fonte: "Why Most Web Sites Fail", Forrester Research)

Qual o dia mundial da usabilidade ?

Comemora-se já no dia 3 de Novembro o Dia Mundial da Usabilidade. A APPU, juntamente com a Humaneasy Consulting (designada Local Leader do evento em Portugal), organizou um total de quatro eventos em vários locais do país para comemorar este dia:
Lisboa: 2º Seminário de Usabilidade 10h-18h, Grande Auditório do Instituto Superior Técnico
Porto: Investigação Académica em Usabilidade 10h-13h, Grande Auditório da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto
Braga: Usabilidade para Utilizadores com Necessidades Especiais 14h-16h, Auditório do Departamento de Informática da Universidade do Minho
Coimbra: Benefícios da Usabilidade para Empresas 10h-13h, Auditório do Instituto Pedro Nunes
A frequência destes eventos é gratuita mas os lugares são limitados. http://wud.nocentro.com

quarta-feira, 25 de abril de 2007

Card-sorting é melhor que buraco

Design interativo tem que ser iterativo

Como fazer wireframes de interfaces

Quanto mais simples o Wireframe, melhor

Resultado da segunda pesquisa com leitores

Kit de Conhecimento em Arquitetura de Informação

O Valor de uma pesquisa

Porque é tão importante e tão difícil fazer pesquisa?

Nos últimos meses, o seguinte cenário tem se repetido:

"Uma empresa me solicita um orçamento de consultoria em usabilidade acreditando que poderei resolver os problemas de seu website. Ao entrar no website, tenho a impressão de que a usabilidade não é tão ruim assim e que o buraco é mais embaixo: trata-se de um problema de utilidade ou até mesmo de modelo de negócio. Sou sincero com o cliente e expresso minhas impressões, deixando claro que posso prestar uma Avaliação de Especialista, mas que provavelmente só isso não vai resolver o problema e que é preciso fazer pesquisa para descobrir qual é o verdadeiro problema. A grande maioria dos clientes foge depois dessa resposta, mas os que ficam interessados, juntos realizamos bons trabalhos."

Acho que os clientes não gostam da idéia da pesquisa porque acreditam que sabem o suficiente sobre a concorrência e sobre seus consumidores. Antes de iniciar qualquer negócio, sempre são feitas pesquisas, mesmo que informalmente, para verificar a adequação da proposta. Entretanto, tais informações são muitas vezes incompletas e desatualizam rapidamente. Os clientes acham que pesquisa custa caro demais, mas isso não é verdade.
Quanto vale descobrir que o produto que você está bolando há meses já foi lançado por um grande player do mercado e que você não terá nenhuma chance se não tiver um diferencial?
Quanto vale descobrir que seu público-alvo não está nem um pouco interessado no produto que você quer vender a ele?
Quanto vale descobrir que devido à cultura organizacional, aquela ferramenta de gestão de fluxo de trabalho é inflexível demais e será rejeitada pelos funcionários?
Quanto vale descobrir que o leitor concorda que é melhor dispensar o trabalho do que fazer um trabalho inútil?
O único requisito para se fazer uma pesquisa é a humildade para reconhecer que não se sabe o resultado de ante-mão. Eu tenho a hipótese de que meus leitores não vão concordar comigo na pergunta acima, mas caso concordem ou simplesmente não respondam, ficarei muito feliz de saber que eu estava construindo um perfil errôneo de meus leitores.
Tal resultado me obrigará a rever meus conceitos. O legal é que a mudança em apenas uma das características (aceitar ou não fazer trabalhos inúteis) pode gerar uma série de outras revisões no conceito (ex: os leitores não fazem qualquer coisa por dinheiro) ou levantar outras questões a serem feitas (ex: será que os leitores só fazem o que gostam?). Pesquisa gera conhecimento e, como sempre, a curiosidade que alimenta seu crescimento contínuo.
O problema é que muitas empresas e profissionais não estão preparados para encontrar o inesperado. Os homens temem o que desconhecem, mas os que enfrentam o desconhecido se tornam líderes, pois descobrem antes de todos as novas verdades que substituirão as velhas. Verdade nada mais é do que um discurso convincente para um determinado contexto e, como o contexto está em constante mudança, os discursos que não se atualizam se tornam obsoletos. A pesquisa é um meio de acelerar esse processo de atualização.
Como o status-quo das empresas e dos profissionais se baseia em certas verdades, pesquisas que ameacem a atualização destas verdades são consideradas subversivas.
É por esse motivo que programadores, em geral, são avessos a testes de usabilidade e outros tipos de pesquisas com usuários.

terça-feira, 24 de abril de 2007

O que é usabilidade?

Frederick: Usabilidade é sinônimo de facilidade de uso. Se um produto é fácil de usar, o usuário tem maior produtividade: aprende mais rápido a usar, memoriza as operações e comete menos erros.
M: Onde ela é aplicada ?
F: Sempre que houver uma interface, ou seja, um ponto de contato entre um ser humano e um objeto físico (ex: cafeteira) ou abstrato (ex: software), podemos observar a usabilidade que esse objeto oferece.
Historicamente, o termo usabilidade surgiu como uma ramificação da ergonomia voltada para às interfaces computacionais, mas acabou se difundindo para outras aplicações.
M: Como a usabilidade pode ajudar pessoas com necessidades especiais, terceira idade e problemas cognitivos?
F: Usabilidade é uma medida relativa. O mouse é fácil de usar, mas para quem? Uma trackball pode ser mais fácil de usar por quem tem deficiência motora ou sofre de LER. A interface ideal é aquela que está adaptada às necessidades de seus usuários. O usuário de terceira idade pode precisar de textos com letras maiores e o usuário com desvantagem cognitiva pode precisar de alguns textos de ajuda a mais.

quinta-feira, 19 de abril de 2007

Como testar a Usabilidade

Testes de Usabilidade
Nossa equipe de consultores irá elaborar um roteiro de testes contendo uma lista de tarefas, de acordo com as necessidades estratégicas do cliente, cujo objetivo será avaliar, em condições reais, a usabilidade e funcionalidade da interface.TarefasEm ambiente controlado mas informal, os participantes tentarão cumprir as metas pré-estabelecidas no roteiro do teste, sob observação discreta de nossos consultores. Uma meta pode ser, por exemplo, encontrar a assistência técnica mais próxima da sua casa, em até 30 segundos, com prazo máximo de 2 minutos. Se a meta for cumprida no prazo mínimo, a interface é usável. Se não for cumprida até o prazo máximo, a interface pode ter sérios problemas de usabilidade, ou paradas críticas.ParticipantesSelecionaremos de 3 a 5 participantes representativos de um grupo de usuários do site do cliente. Pesquisas comprovam que, a partir do sexto participante, o acréscimo de novas informações fica cada vez menor, tornando-se rapidamente insignificante.Nossos preços são baseados em testes de usabilidade com até cinco participantes. Caso o cliente insista em usar mais pessoas, isso não irá prejudicar os resultados, mas irá encarecer o projeto.Depois do teste, os participantes serão brifados detalhadamente pelos consultores. Nessa hora, sempre deixamos claro que a interface não foi criada por nós e que o objetivo do estudo é justamente tentar melhorar aspectos problemáticos do site. Se isso não for feito com cuidado, os participantes podem ficar constrangidos de criticar a interface. Essa etapa também pode ser usada para preenchimento de questionários em geral.Metodologia do TesteEquipe de especialistas elabora roteiro do teste.Participantes representativos dos usuários são selecionados.Usuários utilizam a interface, sob observação dos experts, tentando cumprir metas pré-estabelecidas.Especialistas entrevistam detalhadamente os participantes.Dados obtidos são transformados em recomendações para o cliente.
Sala do Teste

Moderador recebe participante e informa quais serão as tarefas do teste.Através do segundo monitor, moderador observa o desempenho do partipante e toma notas.Uma câmera estrategicamente posicionada filma tanto as reações do participante quanto seu caminho percorrido no site.
Sala de Observação

Anotadora utiliza feed da câmera para registrar minuciosamente todos os movimentos do participante.O feed da câmera é gravado para análise posterior.Um ou mais representantes do clientes acompanham o teste.
Deliverables do Teste de UsabilidadeAs observações dos consultores, aliadas às respostas das entrevistas com os participantes, serão transformadas em um relatório detalhado, contendo:a. Descrição e Metodologia do Roteiro do TesteUma breve descrição explicativas das metas propostas e de como se chegou nelas.b. Análise do Comportamento dos ParticipantesComo os participantes se comportaram durante o teste? Sorriam? Faziam cara de sofrimento? Coçavam a cabeça? Perguntavam muito? Parece besteira, mas isso é essencial para avaliar o sucesso da interface.c. Resumos das Entrevistas Pós-TesteAs principais opiniões, perguntas, dúvidas, reclamações e sugestões dadas pelos participantes após o teste.d. Problemas de Usabilidade Lista dos problemas de usabilidade encontrados. Cada problema é tratado detalhadamente, com descrição dos critérios heurísticos que ele viola, seu grau de severidade, o custo para o cliente de não consertar o problema versus o custo de resolvê-lo.e. Principais Paradas Críticas Mais do que um simples problema, uma parada crítica é um beco sem saída do site. Seja físico (o usuário não tem mais fisicamente aonde ir) ou psicológico (o usuário fica tão confuso e frustrado que simplesmente pára, desiste), as paradas críticas, se existirem, têm que ser tratadas como prioridade absoluta.f. Plano de CorreçãoPropomos soluções eficientes e cost-effective para cada problema encontrado. Cada solução é sempre pensada em termos de custo-benefício para o cliente. Alguns problemas de usabilidade pouco severos mas de solução custosa podem ser ignorados, ao mesmo tempo que problemas graves, e de soluções caras, terão que ser solucionados. veja também: Avaliação Heurística

SITES BÁSICOS Sobre USABILIDADE

Usabilidade.com

Indispensável. O Usabilidade.com, mantido pelo português João Pedro Martins, é um dos mais importantes sites sobre Usabilidade em nossa língua. A home do site é uma espécie de blog em que o João e seu colaborador, Bruno Figueiredo, postam notas sobre diferentes aspectos da Usabilidade. Além do blog, o site tem um fórum bastante ativo, uma newsletter completa e um enorme arquivo de artigos. Destaque para o Manifesto: Para Quê Esse Site?


UsabilidadeBr

Vender Usabilidade é difícil. Quando as pessoas sabem o que é, elas acham que não precisam. Se acham que precisam, não têm dinheiro. Metade do nosso processo de vendas é puramente pedagógico: o que é Usabilidade e porque você precisa dela. Pensando nisso, meus colegas da Sirius elaboraram esse site geral sobre princípios básicos de Usabilidade. Na verdade, o site é uma ferramenta de vendas cujo único objetivo é convencer você que vale a pena investir seu rico dinheirinho em uma consultoria. A seção Retorno de Investimento é particularmente relevante. Por outro lado, como o site faz isso ensinando o que é Usabilidade, ele também se torna uma importante ferramenta de pesquisas e referências para o usuário leigo.


Useit.com

Site de Jakob Nielsen, o homem que dispensa apresentações. Seu nome é, praticamente, sinônimo de Usabilidade. Aqui, ele disponibiliza suas colunas, seus artigos passados e até documentos em pdf que podem ser baixados. Fundamental. Em inglês.
AskTogEsse site tem como subtítulo: Soluções de Arquitetura da Interação para o Mundo Real. Bruce Tognazzini é um dos diretores do Nielsen Norman Group (empresa de Jakob Nielsen) e ele defende, entre outras coisas, um nome em comum para arquitetos da informação, designers, webdevelopers, consultores de usabilidade e todos os que trabalham desenvolvendo sistemas de interface: arquitetos de interação. É uma idéia bem interessante. O site contém artigos, colunas e faqs. Em inglês.


Usable Web

Indispensável. É uma coleção de links sobre Usabilidade, divididos por assunto. Não sei o que você está procurando, mas está lá. Por incrível que pareça, o site ficou moribundo em 2001 e está morto desde 2002. O autor só aparece por lá pra apagar os links quebrados. Ainda assim, indispensável. Em inglês.


Webinsider

A Webinsider tem um conteúdo bastante interessante sobre Usabilidade e Arquitetura da Informação. O link já leva direto para a página de resultados da busca por Usabilidade, mas vale a pena fuçar mais.


IBRAU - Instituto Brasileiro de Amigabilidade e Usabilidade

Não ficou muito claro pra mim o que é esse instituto, quem são seus membros ou qual é a sua finalidade. Mas o site contém artigos relativamente interessantes. Eu achei o artigo sobre a Lei de Fitts especialmente útil.


Tomalak's Realm

Todo dia, o autor apresenta links e artigos importantes sobre web design, usabilidade ou arquitetura da informação. Eu odeio newsletters (não perguntem, é uma fobia) mas essa é uma das poucas que assino, e nunca me decepcionou. Em inglês.


Jornalistas da Web - Usabilidade

Página de links comentados de Usabilidade, mantida por André Abreu. A maioria dos links está morto, vale a visita só pelos comentários.

Meu primeiro Blog

Professor, vou lhe confessar esse blog ta me deixando doido...
Mais como é o primeiro contato vou relevar.

Olhando mais detalhadamente percebi que:

Pontos positivos
A interface é bem interessante usando ícones.
Cores podem ser personalisadas de acordo com o gosto do Usuário.

Pontos negativos
Me perdi um pouco na hora de entrar no blogger.
Após criar o blogger tive que alterar o título e fiquei um pouco confuso, porque depois de gravada as informações, ele permanece na mesma tela e não emite nenhuma mensagem de atualização efetuada com sucesso ou mensagem do tipo, se fez não despertou minha atenção.